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KALANI LATTANZI VENCE NO D2

  • 15 de mai.
  • 3 min de leitura

Na manhã de 13 de maio de 2026, o litoral de Vila Velha testemunhou o despertar de um gigante. Após meses de monitoramento rigoroso das condições de ondulação, vento e maré, o "sinal verde" finalmente foi dado para que a elite do esporte enfrentasse um dos desafios mais viscerais do país.


O Slab Bodyboarding Contest consolidou-se como um dos eventos mais autênticos e extremos do calendário brasileiro, exigindo técnica refinada em um cenário de beleza bruta e perigosa. A arena? O temido pico do D2, uma formação de bancadas de pedra situada a 1,2 km da orla capixaba, onde o erro é punido severamente pelo fundo raso, Thiago Abul mesmo com muita experiência no pico é testemunha em loco do poder da afiada bancada do D2.


Depois de 3 fases disputadas a grande final da terceira edição foi um duelo de titãs que ficará guardado na memória. De um lado, o niteroiense Kalani Lattanzi, referência global em ondas grandes e mestre do bodysurf; do outro, uma armada de especialistas locais: Adeilson Fernandes, Ronieris Viana e Lucas Nogueira, atual vice-campeão brasileiro de bodyboarding. O confronto foi marcado por um nível técnico absurdo, com drops no limite, tubos e muita radicalidade. Kalani Lattanzi demonstrou por que é respeitado nos picos mais perigosos do mundo. Com uma leitura

cirúrgica do pico, ele garantiu um 6,83 em sua terceira onda, que o colocou na dianteira. A resposta capixaba, porém, foi imediata e agressiva. Adeilson Fernandes arrancou a maior nota da final — um expressivo 7,60 — ao completar um combo plástico de tubo profundo seguido de um backflip executado com perfeição. Apesar da pressão local, a consistência de Kalani prevaleceu, garantindo o título com uma margem de apenas 2,24 pontos de diferença.


O 10 DE LUCAS NOGUEIRA

Embora o troféu tenha cruzado a divisa para o Rio de Janeiro, a alma do evento permaneceu nas águas capixabas. Durante a semifinal, Lucas Nogueira, veterano de 12 títulos estaduais, protagonizou o momento mais explosivo da competição. Ao dropar uma onda pesada e entubar com profundidade absoluta em uma seção crítica sobre o coral, ele arrancou uma nota 10 unânime dos juízes. A euforia na transmissão oficial e no barco de apoio traduziu a energia do momento.


A terceira edição distribuiu uma premiação total de R$ 2.500, valorizando o esforço dos gladiadores do mar. O evento foi apresentado pela CâmbioLube, contando com o patrocínio master de Fruteria Brasil, Cabana da Orla e Invert Style.


RESULTADO OFICIAL

1º - Kalani Lattanzi (RJ) - R$ 1.000

2º - Adeilson Fernandes (ES) - R$ 700

3º - Ronieris Viana (ES) - R$ 500

4º - Lucas Nogueira (ES) - R$ 300

5º - Diego Estevão (ES) e Thiago Abul (ES)

7º - Edson Júnior (RJ) e André Paiva (RJ)


O Slab Bodyboarding Contest reafirma o Espírito Santo como o centro das ondas de pedra no Brasil. O sucesso de 2026 eleva o patamar técnico dos competidores e consolida picos como o D2 no mapa. Para quem vive a cultura do mar, a mística do pico permanece inabalável: um paraíso bruto reservado apenas aos que possuem a técnica e a coragem para buscar o tubo profundo e a rampa de voo perfeita. O evento inspira atletas e organizadores e passa a ser um marco para o futuro dos campeonatos em fundo de pedra pelo país.

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